Seguro de Carro: 12 dicas importantes para economizar dinheiro

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Como gastar pouco dinheiro com o seguro do seu veículo sem correr o risco de cometer fraude e evitar que o barato se torne mais caro?

Em tempos como estes, onde a maioria das pessoas dizem o quanto as coisas não estão fáceis, qualquer valor que podemos economizar ajuda.

Pensando neste tema que para muitos pode ser delicado, listamos algumas dicas sobre como minimizar os custos de seu seguro automóvel.

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As sugestões incluem não apenas certas brechas para minimizar a quantia (sem quebrar uma regra), mas também diretrizes para que você saiba em que pontos pode economizar sem que o barato saia mais caro.

 

Confira agora!

1- Faça simulações de valores antes de escolher o carro:

Você sabia que é possível simular os valores dos prêmios do seguro, de acordo com o modelo do carro para descobrir qual está mais em conta?

Por esse motivo podemos afirmar que a economia do seguro começa com a escolha do veículo.

Para descobrir estes valores basta entrar em contato com seu corretor (caso tenha um) ou então, acessar os sites de corretores on-line.

Ao optar por realizar a consulta você não somente conseguirá economizar dinheiro, como também evitará possíveis problemas.

O corretor poderá por exemplo, indicar um modelo de carro que seja menos buscado por ladrões e, que tendem a gerar custos menores de manutenção.

 

2- Descubra quais carros oferecem menos risco:

Alguns veículos possuem características que apresentam maior perigo para a companhia de seguros e por este motivo, suas apólices costumam ser mais caras.

Ilson Barcellos, sócio da Economize no Seguro, site que compara custos de apólices do grupo Brasil Insurance, diz que, os carros que estão expostos ao risco por períodos mais longos como os utilitários, por exemplo, possuem seguros mais caros.

Outro tipo de veículo com maior incidência de roubo são os movidos a diesel visto que, como seus motores podem ser utilizados para diversos fins, são muito buscados no mercado negro.

Certos veículos provavelmente terão um número elevado de roubos simplesmente por estar em maior circulação.

Portanto, o é ideal seria observar não apenas o número total de roubos mas também a interação entre os roubos e a frota.

“O Fiat Uno e o Volkswagen Gol continuam entre os veículos mais roubados, porém relacionados à frota não aparecem nas primeiras posições”, diz Barcellos.

“Enquanto que o Fiat Punto possui um percentual mais elevado de roubos relacionados à frota.

Como se trata de um veículo cujas peças são mais caras e ao mesmo tempo difíceis de serem encontradas nas concessionárias, acaba sendo um grande alvo no mercado negro”, acrescenta.

Os veículos que já não são mais fabricados também tendem a ser mais caros para segurar, porque quando saem de linha, suas peças originais se tornam mais caras, o que aumenta a probabilidade de encontrar mercadorias roubadas no mercado ilegal.

“Um exemplo disso é o Chevrolet Zafira”, diz o sócio da Economize no Seguro.

Neival Freitas, diretor executivo da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), também afirma que, devido ao custo mais alto de reparo, os carros velhos geralmente possuem um valor de seguro elevado.

Por regra da Superintendência de Seguros Privados (Susep), as seguradoras são obrigadas a utilizar peças novas no reparo e sempre que o reparo exceder 75% do custo do carro, deve-se devolver em sua totalidade o valor do veículo.

“Por não conseguir oferecer o conserto, em grande parte dos acidentes com veículos antigos, a seguradora tem que compensar integralmente o cliente”, diz Freitas.

 

3- Escolha um corretor ideal:

Um corretor ideal pode proporcionar economias não apenas no custo do prêmio, mas também no tempo gasto em caso de sinistros (eventos nos quais a propriedade segurada sofre um infortúnio ou dano e que representam a materialização do risco).

No entanto, como saber se encontrou o corretor ideal? É simples, “o profissional ideal é aquele que no dia em que ocorrer um sinistro (mesmo se for sábado de madrugada) ele estará com o celular ligado e pronto para lhe oferecer toda a ajuda necessária.

Este serviço especializado dificilmente é oferecido ao cliente quando se contrata um seguro na agência do banco”, diz Adriano Gomes, especialista em seguros e instrutor do Curso de Gestão de Administração e MBA da ESPM.

Além de trabalhar para encontrar a apólice com o melhor custo, um corretor mais atento pode lembrar o comprador de preencher os aspectos do questionário que produzem descontos e pode agilizar o processo de indenização uma vez que, um corretor mais experiente, geralmente possui uma comunicação direta com o departamento de sinistros das seguradoras.

Para encontrar um bom corretor é preciso ir além das conversas informais e descobrir o número de registro do profissional junto à Susep, que comprova se ele é um corretor qualificado.

Diferente do corretor de imóveis que após “fechar negócio” não precisa mais estar em contato com o cliente, o corretor de seguros precisa acompanhar o cliente não somente durante toda a vigência do seguro como também depois, por exemplo, se houver uma reclamação e o comprador processar a companhia de seguros”, diz ele.

 

4- Faça cotações em diversas companhias de seguros:

Do mesmo modo como comparamos preços antes de comprarmos qualquer bem material, devemos pesquisar e comparar os custos entre as diversas corretoras de seguro que existem no mercado.

Graças a tecnologia já é possível simular os preços em mais de 15 corretoras de uma só vez com apenas alguns cliques e de forma totalmente gratuita.

Essa pesquisa é indispensável, uma vez que os valores de seguro para o mesmo modelo de automóvel podem ser muito diferentes de uma empresa para outra.

Uma seguradora pode apresentar um resultado mais positivo de sinistros para o modelo Gol por exemplo, enquanto que em outras corretoras o resultado pode ser totalmente contrário.

Levando estes dados em conta é possível que o valor final de uma seguradora pode ser bem mais alto do que em outra.

Por esse motivo a pesquisa é indispensável, não sendo recomendado ao cliente fechar negócio na primeira corretora que fizer contato”.

O instrutor da ESPM indica que, além do custo, o comprador deve avaliar qual seguradora contratar com base em sua eficácia em caso de sinistro.

Ele declara que, enquanto algumas corretoras são ágeis quanto ao processo de indenização, outras chegam a pedir uma série de documentos desnecessários do comprador e são muito burocráticas.

“Apenas o sinistro já é capaz de produzir grande preocupação ao cliente e adicionar burocracia, só tornaria a situação ainda mais difícil”.

Portanto, ao comparar as empresas, a escolha não pode ser feita apenas porque uma empresa está 10 reais mais barata do que a outra, pois esse é o tipo de “barato que pode sair caro”.

 

5- Evite economizar de forma errada:

Querer economizar qualquer quantia por menor que ela seja pode lhe gerar uma dívida milionária no futuro.

É o que pode acontecer caso o cliente se preocupe exclusivamente com a cobertura contra roubo mas não preste atenção quanto à cobertura por danos a terceiros.

“O seguro não serve apenas para proteger seu imóvel de possíveis danos mas também para pagar pelos danos que você pode causar a outro veículo”, diz Adriano Gomes.

Segundo ele, a cobertura a terceiros mais básica normalmente chega a 50 mil reais, porém, por apenas 200 reais a mais é possível que este valor seja estendido para 500 mil reais.

Ele acrescenta que esta cobertura inclui não apenas os danos ocasionados ao veículo de terceiros, mas também oferece compensação por danos morais.

“Em um acidente com vítima fatal, para definir o valor da indenização o juíz irá avaliar os ganhos atuais do falecido, e multiplicá-los pelo tempo de vida que ele poderia ter.

Com base nesse calculo, a indenização poderia facilmente exceder um milhão de reais”, diz Gomes.

Mauro Pimenta, sócio da Vis Corretora, diz que muitas pessoas buscam economizar no seguro, optando pela cobertura mais básica a terceiros de 50 mil reais.

Vamos exemplificar:

“Se alguém atingir um Citroën C4 que custa 70 mil reais a cobertura mínima pagará apenas 50 mil reais e o restante terá de sair do bolso da pessoa”.

Neste caso teria sido bem melhor investir 200 reais a mais para expandir a cobertura do seguro.

Ele também adverte sobre economizar no carro reserva e na quilometragem do reboque.

O aluguel de um carro reserva por 15 dias custaria cerca de 100 a 300 reais, o que pode ser mais econômico do que utilizar um táxi durante o conserto do veículo, que normalmente dura cerca de 10 dias, de acordo com Pimenta.

Se o raio de quilometragem do guincho contratado é de 100 quilômetros mas o cliente costuma usar o carro para percorrer distâncias maiores, é mais prudente analisar os custos para expandir o raio de cobertura do guincho.

 

6- Não pague pelo que você não precisa:

Além disso, você deve ter cuidado para não exagerar e pagar por algo desnecessário.

As seguradoras têm vendido apólices de seguro cada vez mais abrangentes com itens adicionais como reparos em eletrodomésticos, serviços de eletricista e encanador, além de descontos em estacionamentos e despachantes.

Entretanto, é essencial avaliar se de fato você fará uso de tais “serviços adicionais” e o quanto eles estão contribuindo para o encarecimento de sua apólice.

Se você não faz longas viagens e possui outros veículos em sua garagem, aumentar a quilometragem do guincho ou pagar a mais por um carro reserva não faz sentido.

Da mesma forma, se seu cônjuge (ou alguém que mora com você) tiver um seguro que cobre reparos domésticos, não é necessário que você também pague a mais por estes mesmos serviços em sua apólice.

 

10- Informar o corretor sobre qualquer mudança:

Assim como o preenchimento adequado do formulário pode gerar descontos, atualizar as informações no ato de renovação também.

“Uma coisa simples como ganhar uma vaga de estacionamento no trabalho ou, passar a deixar o carro numa região considerada menos perigosa já pode render algum desconto”, diz Ilson Barcellos.

No entanto, ele adverte que também é indispensável informar o corretor sobre as mudanças que tornam o seguro mais caro para evitar que a indenização ao comprador seja negada pela seguradora no caso de um sinistro.

“Se o indivíduo utilizava o veículo apenas para lazer e passou a usá-lo para fins profissionais, o seu perfil de risco foi completamente alterado e deve ser comunicado para não criar inconvenientes na reclamação”, diz Ilson.

 

11- Use o endereço correto:

Usar um endereço residencial que não seja o seu, omitir informações sobre quem e como o carro realmente é utilizado, ou, mencionar que o carro fica estacionado em uma garagem quando na verdade ele fica na rua caracteriza fraude.

E assim como os segurados tentam fraudar as seguradoras há muitas décadas, as companhias por sua vez desenvolveram a habilidade de identificar essas “pequenas mentiras” há muito tempo.

E não basta que tais informações sejam parcialmente verdadeiras, elas precisam refletir plenamente a verdade.

“Se o cliente tiver uma propriedade rural e colocá-la como sua residência principal mas a seguradora conseguir provar que ele mora numa área urbana, isso pode fazer com que a indenização seja negada”, diz o diretor da FenSeg.

O contrato firmado entre o cliente e a seguradora é baseado no princípio da boa fé, onde se acredita que o cliente agiu com honestidade ao transmitir informações à seguradora.

“O preço cobrado pela seguradora será sobre aquilo que for mencionado pelo cliente, porém, caso fique provado que algo foi omitido, isso caracteriza fraude e a indenização poderá ser negada”.

 

12- Releia este conteúdo e compartilhe com outras pessoas

Essa última dica pode até parecer desnecessária porém não a ignore. Leia todo este conteúdo até compreendê-lo por completo para não ser enganado e não perder tempo nem dinheiro.

Além disso compartilhe com quem você acha que precisa entender um pouco melhor sobre o assunto. Com certeza a pessoa ficará muito agradecida!